O piloto e criador de conteúdo Lito Sousa obteve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar e utilizar um medicamento em caráter experimental. A liberação tem como objetivo tratar a Doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara com a qual ele foi diagnosticado recentemente.
Como funciona o acesso ao tratamento experimental
De acordo com informações compartilhadas nas redes sociais por Mila Seidl, esposa de Lito, a previsão é que o fármaco chegue ao país em um período de sete a nove dias a contar da última sexta-feira (4). Ela ressaltou que a concessão não representou privilégio ou exceção fora da curva, mas sim o cumprimento de normas já previstas na legislação brasileira para o chamado uso compassivo.
Para obter o aval, a família precisou reunir um histórico clínico completo, exames detalhados e laudos fornecidos pelo laboratório responsável pela fórmula. O processo contou com a mobilização de órgãos reguladores do Brasil, como a Anvisa e o Ministério da Saúde, além da agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA), que reconheceram a urgência do quadro clínico.
Orientações para outras famílias
Diante da complexidade do caso, Mila afirmou que pretende transformar a experiência em um guia prático para outras pessoas que enfrentam enfermidades raras e precisam recorrer a terapias ainda não disponíveis comercialmente no país.
O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob?
A condição que atinge o comunicador é extremamente rara, registrando menos de cem notificações anuais no território nacional. Trata-se de uma desordem degenerativa provocada pela modificação e proliferação de príons, proteínas que se acumulam no tecido cerebral e provocam deterioração acelerada das funções neurológicas, sem cura definitiva conhecida pela medicina.
Apesar da rapidez do trâmite regulatório, que levou cerca de uma semana, os familiares relataram a angústia provocada pelo avanço rápido dos sintomas, mas enfatizaram a importância do rigor técnico e da análise criteriosa das autoridades sanitárias para resguardar a segurança dos pacientes.