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XI Evidence debate futuro da fisioterapia e terapia ocupacional

Com foco em tecnologia, saúde mental e gestão, o XI Evidence reuniu cerca de mil especialistas em Belo Horizonte para debater a valorização profissional.

XI EVIDENCE 2026

A convergência entre avanços tecnológicos, competências humanas e sustentabilidade financeira pautou a 11ª edição do Evidence – Fórum de Prerrogativas e Práticas Científicas. Realizado no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, o encontro registrou lotação máxima e concentrou quase mil profissionais em uma imersão voltada à consolidação da inteligência profissional nas áreas de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Representatividade e equilíbrio emocional na rotina clínica

A abertura oficial contou com o presidente do CREFITO-4 MG, Dr. José Avelino de Melo Júnior, que apresentou um raio-x das categorias no estado. Ao lado da nova diretoria, o dirigente enfatizou a missão de aproximar o órgão dos 853 municípios mineiros, universo que abrange aproximadamente 43 mil fisioterapeutas, 3 mil terapeutas ocupacionais e cerca de 20 mil estudantes universitários.

Na sequência, o impacto do ritmo de trabalho na integridade psíquica ganhou destaque na fala do neurocientista Daniel Hosken, doutor pela UFMG. O pesquisador explicou como a rotina e os hábitos cotidianos podem comprometer a biologia cerebral, resultando em estafa precoce e reforçando a necessidade urgente de aliar alto desempenho a cuidados preventivos com a saúde física e mental.

Inovação tecnológica e a permanência do fator humano

As transformações digitais no ecossistema da saúde foram analisadas pelo Dr. George Sabino, que detalhou a aplicação prática da inteligência artificial no dia a dia dos consultórios. O especialista frisou que ferramentas automatizadas servem para potencializar a capacidade analítica do profissional, sem jamais substituir o pensamento ético ou o diagnóstico humano.

Essa perspectiva fundamentada na ciência foi complementada pelo fisioterapeuta Dr. Renan Resende e pela terapeuta ocupacional Dra. Priscila Valadão. Ambos demonstraram que o raciocínio clínico baseado em evidências exige flexibilidade diante das incertezas de cada caso, impedindo a aplicação mecânica de protocolos sem a devida contextualização.

Encerrando a programação, a atriz e pesquisadora Danni Suzuki trouxe reflexões sobre inteligência emocional, comunicação não violenta e neurociência comportamental, defendendo que a sensibilidade e as conexões genuínas continuam sendo diferenciais insubstituíveis pelas máquinas.

Estratégias de mercado, gestão e posicionamento

A viabilidade econômica e a remuneração das profissões integraram os painéis com o Dr. Roberto Andrade e a Dra. Flávia Massa. O debate indicou que o sucesso na área depende tanto da excelência individual quanto da inserção ativa dos especialistas em mesas de negociação de planos de saúde, órgãos públicos e conselhos de ensino superior.

Aspectos operacionais e fiscais também foram explorados:

  • Tributação e finanças: o Dr. Bernardo Chalfun detalhou o impacto das obrigações fiscais no planejamento financeiro de consultórios e clínicas.
  • Atendimento domiciliar: o Dr. João Mendes mapeou oportunidades emergentes na assistência home care e modelos de diferenciação de mercado.
  • Comunicação e vendas: o Dr. Leandro Reche desmistificou preconceitos sobre estratégias comerciais em saúde, destacando a geração de valor ético aos pacientes.

Construção de autoridade e lições do esporte de ponta

A projeção profissional e o gerenciamento de marca pessoal foram abordados pela diretora-tesoureira da autarquia, Dra. Jocimar Martins. A palestrante apontou que a reputação técnica é consolidada por meio da coerência nas atitudes cotidianas e do autoconhecimento, indo muito além da mera exposição em redes sociais.

Já a experiência com atletas de alto nível foi retratada pelo Dr. Charles Costa. O fisioterapeuta, com trajetória no futebol internacional e preparação voltada para a Copa do Mundo de 2026, demonstrou que as conquistas esportivas de grande porte decorrem de planejamento multidisciplinar, alinhamento interpessoal e cooperação estratégica de bastidores.

Ao conectar dados tributários, rigor científico e inovações em inteligência artificial ao cuidado humanizado, a programação do fórum consolidou ferramentas práticas para impulsionar o desenvolvimento contínuo dos profissionais mineiros diante das novas exigências do mercado.

Fonte Original

XI EVIDENCE 2026

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