A implantação do primeiro curso público de Bacharelado em Terapia Ocupacional de Santa Catarina avançou em debate durante audiência realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). A proposta visa abrir a graduação no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), situado em Florianópolis, suprindo uma carência histórica de formação gratuita na área.
Déficit de profissionais impulsiona demanda no estado
Atualmente, o território catarinense conta com menos de mil terapeutas ocupacionais registrados, contingente insuficiente para atender à demanda crescente nas áreas de assistência social, saúde, educação, acessibilidade e inclusão. O cenário foi detalhado pelo presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 10ª Região (CREFITO-10), Dr. André Cruz.
A articulação faz parte do Programa Avança Terapia Ocupacional, iniciativa da autarquia que busca expandir a atuação profissional no estado. Embora Santa Catarina tenha passado de uma para dez opções de cursos superiores na rede privada nos últimos anos, a ausência de uma formação em universidade pública restringe o ingresso de novos estudantes, a produção científica e as atividades de extensão comunitária.
Estrutura pronta e previsão de aulas no período noturno
A proposta institucional para receber a nova graduação já está desenhada. Segundo a diretora-geral da Udesc Cefid, professora Suzana Matheus Pereira, o projeto pedagógico está concluído e contempla o funcionamento das turmas no período noturno, com o aproveitamento de laboratórios e da infraestrutura física já instalada na unidade.
De acordo com o reitor da Udesc, professor José Fernando Fragalli, os trâmites administrativos internos já foram iniciados. O processo deve progredir ao longo dos próximos anos, cumprindo etapas deliberativas na universidade e encaminhamentos com o Governo do Estado e com o Parlamento estadual.
Apoio social e institucional à inclusão
Realizado no Plenarinho da Alesc no dia 15 de maio, o encontro atendeu a um pedido do órgão representativo da categoria ao vice-presidente do Legislativo, deputado Fernando Krelling, com apoio da Comissão de Educação e Cultura. Representantes da Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AMA), da Federação das Apaes de Santa Catarina (Feapaes-SC) e da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) compareceram para relatar a escassez de especialistas para o atendimento de pessoas com deficiência.
A coordenadora da FCEE, Luciana Ayres de Souza, frisou que a ampliação de vagas formativas é indispensável para suprir carências nos municípios e garantir direitos fundamentais. A consolidação da carreira no ensino público superior representa um passo decisivo para ampliar a autonomia, reabilitação e qualidade de vida da população em todas as regiões catarinenses.
Imagem gerada por inteligência artificial.
CREFITO-10 fortalece avanço da Terapia Ocupacional em SC com audiência pública sobre curso na Udesc Cefid
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