Ciência

Produtos de apoio ampliam autonomia de idosos institucionalizados

Pesquisa no Chile avaliou uso de recursos de baixo custo no cotidiano de 20 idosos e identificou avanços na alimentação e na higiene pessoal.

Impacto y eficacia en la funcionalidad de las personas mayores institucionalizados en residencia de larga estadía, tras el uso de productos de apoyo

O uso de dispositivos de autoajuda de baixo custo reduziu as dificuldades enfrentadas por pessoas idosas institucionalizadas na realização de tarefas básicas do dia a dia, como comer e cuidar da própria higiene. A constatação faz parte de um estudo chileno conduzido pelas pesquisadoras Claudia Aros-Araneda e Claudia Palma-Guerra, que investigou o efeito dessas tecnologias na manutenção da autonomia funcional dentro de instituições de longa permanência.

A perda de capacidade funcional e a dependência em atividades cotidianas configuram um quadro frequente no envelhecimento, sobretudo em contextos de institucionalização. Quando tarefas rotineiras passam a depender integralmente de terceiros, a rotina perde espaços de escolha e controle pessoal. A pesquisa buscou analisar se adaptações simples e acessíveis seriam capazes de intervir de maneira prática nessa realidade.

Treino funcional e resultados observados

O estudo acompanhou 20 idosos residentes em um Estabelecimento de Longa Permanência para Idosos (ELEAM) no Chile. A intervenção consistiu na disponibilização de dispositivos de tecnologia assistiva de baixo custo voltados a três ocupações específicas: alimentação, vestuário e higiene.

Mais do que apenas entregar os recursos, o método incluiu o treinamento dos participantes para o uso dos equipamentos por meio da simulação de atividades terapêuticas funcionais. A avaliação das habilidades básicas para a vida diária foi realizada antes e depois da intervenção com o Instrumento de Valorização de Desempenho em Comunidade (IVADEC-CIF), ferramenta baseada na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

Após a etapa de treinamento e utilização dos recursos, a análise estatística identificou redução significativa nas dificuldades relatadas para a alimentação [t(19) = 2,774; p = 0,012; d = 0,620] e para a higiene pessoal [t(19) = 2,156; p = 0,044; d = 0,482].

Impacto prático no cotidiano

Poder levar o alimento à boca sem depender de assistência contínua ou realizar a higiene com menor interferência de cuidadores altera a forma como o sujeito habita a instituição. Os achados indicam que pequenas intervenções materiais, quando articuladas a processos terapêuticos de treino e adaptação, operam como alternativas viáveis para sustentar a autonomia pessoal, mesmo em ambientes marcados pela padronização do cuidado.

As autoras concluíram que os dispositivos de autoajuda representam uma estratégia útil de intervenção para promover a independência funcional de idosos no Chile, oferecendo parâmetros concretos para a organização de cuidados em residências coletivas.

Créditos do estudo original:
Autoria: Claudia Aros-Araneda e Claudia Palma-Guerra.
Título: Impacto y eficacia en la funcionalidad de las personas mayores institucionalizados en residencia de larga estadía, tras el uso de productos de apoyo.
Origem: Pesquisa acadêmica realizada no Chile (link direto não informado na publicação de origem).

Imagem gerada por inteligência artificial.

Fonte Original

Impacto y eficacia en la funcionalidad de las personas mayores institucionalizados en residencia de larga estadía, tras el uso de productos de apoyo

Acessar publicação original →
Compartilhe
PUBLICIDADE
ANUNCIE NO OBSERVATÓRIO DE TO

Sua marca para profissionais e estudantes de Terapia Ocupacional.

Continue lendo

Desinformação em saúde: 87% de conteúdos virais analisados são falsos
Ciência

Desinformação em saúde: 87% de conteúdos virais analisados são falsos

Hipertensão atinge 28% de crianças e adolescentes no Brasil
Ciência

Hipertensão atinge 28% de crianças e adolescentes no Brasil

Vacina contra HPV reduz em 78% lesões pré-cancerígenas em jovens
Ciência

Vacina contra HPV reduz em 78% lesões pré-cancerígenas em jovens