Ciência

Pandemia expôs tensões na formação em terapia ocupacional

Revisão em periódicos nacionais reuniu 16 artigos sobre os desafios do ensino remoto, a defesa do presencial e a saúde mental de docentes e estudantes.

Quando o ensino não podia parar: a formação em Terapia Ocupacional atravessada pela pandemia

A necessidade de interromper atividades presenciais durante a pandemia de covid-19 colocou o ensino universitário diante de um impasse imediato. Na formação em terapia ocupacional, marcada pelo contato direto, pelo território e pela prática compartilhada, a transição para o ambiente digital gerou debates profundos entre docentes, estudantes e entidades da área.

Um estudo de revisão bibliográfica analisou a produção científica brasileira sobre o tema publicada entre 2020 e 2025 em periódicos nacionais da profissão. O levantamento identificou 16 artigos que discutiram as repercussões da crise sanitária na formação profissional, com maior volume de publicações concentrado nos anos de 2020, 2022 e 2023.

Utilizando a técnica de análise de conteúdo de Bardin, a pesquisa examinou como a literatura registrou as transformações que atingiram o tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão. O material reuniu dados sobre a distribuição temporal das produções, o posicionamento das entidades de classe e os pontos de contato e divergência entre os autores.

Convergências e divergências no debate acadêmico

A análise dos artigos revelou pontos de consenso na comunidade acadêmica. Houve ampla convergência a respeito das dificuldades impostas pela migração repentina para o ensino remoto emergencial, da defesa enfática do ensino presencial para o aprendizado da profissão e dos impactos diretos do período na saúde mental de estudantes e professores.

Por outro lado, o material científico registrou divergências sobre a eficácia real das ferramentas remotas e suas potencialidades pedagógicas durante a crise sanitária. Enquanto parte dos estudos apontou limites severos na mediação tecnológica para o aprendizado prático e relacional, outras produções registraram possibilidades e arranjos viáveis diante do contexto de exceção.

O levantamento conclui que a crise sanitária evidenciou limites e possibilidades dos modelos formativos, deixando registradas as reconfigurações e as tensões enfrentadas pelos cursos de graduação quando a rotina universitária precisou ser reorganizada fora das salas de aula e dos cenários de prática.

Créditos e referência:
Matéria elaborada a partir do resumo do estudo “Quando o ensino não podia parar: a formação em Terapia Ocupacional atravessada pela pandemia”, baseado em revisão bibliográfica em periódicos nacionais de Terapia Ocupacional (2020–2025). Link original não informado na publicação de origem.

Imagem gerada por inteligência artificial.

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Quando o ensino não podia parar: a formação em Terapia Ocupacional atravessada pela pandemia

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