Número de terapeutas ocupacionais cresce 60% no Paraná Levantamento do CREFITO-8 aponta salto de 60,1% nos registros de Terapia Ocupacional no Paraná, mas mais da metade dos profissionais atua na capital.
O Paraná registrou um avanço expressivo na presença de terapeutas ocupacionais nos últimos anos. De acordo com dados do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (CREFITO-8), o contingente de profissionais da categoria com registro ativo no estado passou de 993, em 2022, para 1.590 em agosto de 2026. A variação representa uma alta de 60,1%.
O levantamento foi divulgado por ocasião do Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, celebrado em 13 de outubro. Somadas as duas categorias, o estado alcançou 23.452 profissionais ativos — um aumento geral de 33,7% em relação aos 17.535 cadastrados em 2022. No caso da Fisioterapia, os registros passaram de 16.542 para 21.862 no mesmo período, crescendo 32,2%.
Concentração regional evidencia desigualdades de acesso
Embora a Terapia Ocupacional tenha registrado a maior taxa percentual de crescimento entre as duas profissões, a distribuição geográfica dos profissionais expõe disparidades marcantes entre a capital e o interior do estado.
Mais da metade dos terapeutas ocupacionais paranaenses — exatamente 53% — concentra-se em Curitiba e nos municípios da Região Metropolitana. Entre os fisioterapeutas, esse índice de concentração na Grande Curitiba é menor, ficando em 34,8%.
A divisão territorial indica que, apesar da expansão no número total de registros, grande parte da população do interior ainda conta com uma proporção muito reduzida de serviços de Terapia Ocupacional, afetando o acesso a cuidados voltados à autonomia, saúde mental, reabilitação e inclusão social.
Cotidiano e participação social
A Terapia Ocupacional atua diretamente na vida prática das pessoas, estruturando ações nos campos da saúde, assistência social, educação e trabalho. O foco central da profissão está nas condições necessárias para que sujeitos e coletivos realizem ocupações com sentido no cotidiano.
Para a vice-presidente do CREFITO-8, Monica Macedo, a prática profissional responde a desafios concretos de convivência e independência. Segundo ela, a área “articula conhecimento científico e cuidado para ampliar a autonomia e participação social de pessoas e coletividades. Sua atuação considera as ocupações que constituem a vida, respeita escolhas e enfrenta barreiras que limitam o fazer, a convivência e o pertencimento”.
O presidente do conselho, Bruno Aldenucci, avaliou o momento das duas áreas sob a ótica da atuação técnica: “Neste 13 de outubro, reconhecemos os profissionais que dedicam suas trajetórias ao movimento, à reabilitação e ao cuidado em todas as etapas da vida”, afirmou.
O CREFITO-8 ressaltou que o aumento dos registros amplia a demanda de fiscalização e orientação ética, de modo a garantir a regularidade do exercício profissional em todo o estado.
Créditos da matéria original: Informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (CREFITO-8).
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