Ciência

Noroeste paulista lidera incidência de dengue em SP

Cidades do noroeste de São Paulo concentram maior taxa proporcional de dengue. Estado já soma 58 mil casos confirmados e vacinação segue no SUS.

Cidades do noroeste de SP têm maior incidência de casos de dengue

Municípios do noroeste do estado de São Paulo concentram a maior incidência de dengue no acumulado de 2026. Segundo dados divulgados pelo Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES), as regiões de Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto registram as taxas mais elevadas de casos confirmados por 100 mil habitantes, seguidas por Taubaté, Barretos e Franca.

Em todo o território paulista, o levantamento contabilizou 58.683 infecções confirmadas até a primeira sexta-feira de abril. Além desses registros, as equipes de vigilância acompanham 65.939 casos classificados como prováveis e apuram outros 7.256 em fase de investigação.

Distribuição regional e proporcionalidade

A proporção de pessoas infectadas varia entre as regiões. Na área de Araçatuba, onde já ocorreram três óbitos, as cidades de Birigui, Mirandópolis, Nova Independência e Buritama apresentam os índices de incidência mais severos em relação à sua população. Na região de Presidente Prudente, foram confirmadas cinco mortes, com as maiores taxas concentradas em São João do Pau d’Alho, Narandiba e Nova Guataporanga.

Quando analisado o volume absoluto de notificações, a distribuição se altera. A Grande São Paulo lidera em quantidade total, somando 12.919 registros confirmados, mas mantém um dos menores coeficientes por 100 mil habitantes no estado. Já entre os municípios com maiores acumulados nominais estão Taubaté (9.666 casos), São José do Rio Preto (7.535), Campinas (7.018) e Araçatuba (5.628).

Monitoramento da rede e óbitos

Taubaté concentra o maior número de mortes decorrentes da infecção em todo o estado, com 18 registros confirmados. Diante do quadro, a Secretaria de Estado da Saúde informou que realiza monitoramento ininterrupto e intensifica o acompanhamento entre outubro e maio, intervalo que historicamente reúne o maior volume de transmissões por conta das condições climáticas.

A pasta estadual informou que acompanha os estoques de medicamentos e insumos hospitalares e orienta as administrações municipais a manterem atualizados seus planos locais de contingência para absorver a demanda nas unidades de saúde.

Acesso à vacinação

A imunização contra a doença segue disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado. O esquema com a vacina Qdenga, aplicada em duas doses, é destinado na rede pública a crianças e adolescentes na faixa de 10 a 14 anos. Para indivíduos de 4 a 59 anos que não integram o público prioritário do SUS, o imunizante permanece restrito aos serviços da rede privada de saúde.

Créditos da matéria original: Agência Brasil (reportagem produzida por estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior).

Imagem gerada por inteligência artificial.

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