Embora a literatura científica aponte que tecnologias de reabilitação trazem benefícios diretos ao desempenho ocupacional em diferentes fases da vida e condições de saúde, o modo como esses recursos chegam à prática clínica no Brasil ainda carece de dados detalhados. Um estudo epidemiológico transversal investigou como profissionais brasileiros têm incorporado essas ferramentas em suas intervenções cotidianas.
A pesquisa foi realizada por meio de formulário estruturado online com 25 terapeutas ocupacionais com registro ativo no conselho profissional e pelo menos um ano de experiência. Do total de participantes, 15 afirmaram utilizar tecnologias em seus atendimentos.
Entre os profissionais que fazem uso desses recursos, os computadores, tablets, softwares e aplicativos aparecem na totalidade das respostas (100%). Já a realidade virtual é adotada por 26,7% desse grupo.
O levantamento identificou que 60% das terapeutas ocupacionais que empregam recursos tecnológicos têm como objetivo facilitar o processo de aquisição de habilidades e aprimorar o desempenho ocupacional dos pacientes. Além disso, 73,3% apontaram que a tecnologia facilita de forma frequente o alcance das metas e objetivos terapêuticos estabelecidos (p ≤ 0,005).
Os resultados indicam que a inserção de recursos digitais e tecnológicos nos atendimentos de terapia ocupacional no país configura uma prática em desenvolvimento, direcionada a viabilizar objetivos concretos no cuidado e na funcionalidade dos sujeitos atendidos.
Créditos: Com informações do trabalho acadêmico “Inclusão de tecnologias de reabilitação nos processos de intervenção de terapeutas ocupacionais brasileiros”.
Imagem gerada por inteligência artificial.
Inclusão de tecnologias de reabilitação nos processos de intervenção de terapeutas ocupacionais brasileiros
Acessar publicação original →