O estado do Amazonas confirmou três casos de sarampo no município de Tabatinga, região de tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Os diagnósticos envolvem uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 anos e 1 ano. Nenhuma delas havia recebido a vacina contra a doença.
De acordo com os registros de saúde, os três pacientes vieram da localidade peruana de Alto Monte e estiveram recentemente no país vizinho, onde chegaram a receber atendimento inicial ao manifestarem sintomas. A mulher informou que teve contato prévio com um irmão que apresentava sinais da infecção. Atualmente, os três permanecem em isolamento em Tabatinga.
Investigação de novas suspeitas
Além das confirmações, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas monitora outros dois casos suspeitos. Um deles também ocorre em Tabatinga e envolve um menino de 2 anos, de nacionalidade peruana, que retornou recentemente ao Brasil após viver quase um ano no país vizinho.
A outra ocorrência em apuração foi registrada em Carauari, em uma menina de 1 ano. A situação exige atenção redobrada da vigilância epidemiológica local porque a criança não possui histórico de viagem para o exterior nem contato conhecido com pessoas com suspeita de sarampo.
Para conter o avanço do vírus, as equipes de saúde locais adotaram medidas de isolamento, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal, com intensificação da imunização na comunidade.
Vigilância nas fronteiras e cenário nacional
O Ministério da Saúde informou que intensificou o monitoramento na região e enviará técnicos a Tabatinga e Carauari para dar suporte aos serviços locais. O governo federal pontuou que os registros acontecem em um período de circulação ativa do vírus em outros países do continente, mantendo o Brasil formalmente certificado como área livre da transmissão contínua da doença.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde apontam mais de 47 mil ocorrências de sarampo nas Américas, com 44 mortes. O Peru soma quase 2 mil registros, situando-se entre os países com maior incidência recente, atrás de Estados Unidos, México e Guatemala.
Em território brasileiro, o total acumulado chegou a 36 registros: 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 3 no Amazonas. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, localidades de fronteira e pontos de imigração demandam resposta rápida para evitar a formação de cadeias internas de transmissão.
Entre as estratégias adotadas para proteger as comunidades vulneráveis está a administração da “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses em áreas de risco. Na rotina do Sistema Único de Saúde, o esquema básico da vacina prevê duas doses, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade. Pessoas de até 59 anos que não possuem comprovante de imunização devem procurar uma unidade básica de saúde para atualizar a caderneta.
Com informações da Agência Brasil.
Imagem gerada por inteligência artificial.
Amazonas confirma três casos de sarampo; outros dois são investigados
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