O monitoramento semanal do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta uma tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 em âmbito nacional.
Apesar da curva ascendente do Sars-CoV-2, as notificações semanais de internações graves decorrentes de covid-19 continuam em níveis considerados baixos. O levantamento também indica recuo nos casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza B, além de estabilidade com baixa incidência nas hospitalizações por influenza A.
Impacto por faixa etária
O boletim identifica um sinal de retomada do crescimento das infecções respiratórias graves entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade, enquanto as outras faixas etárias mantêm estabilização.
No recorte médio das últimas oito semanas epidemiológicas, o levantamento mostra que os impactos mais severos continuam concentrados nos extremos da vida: as crianças de até 2 anos registram o maior índice de incidência de SRAG, enquanto a mortalidade atinge com mais força a população a partir dos 65 anos.
Cenário regional
Três estados apresentam incidência de SRAG em níveis classificados como de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas analisadas, com sinal de crescimento acumulado nas seis semanas anteriores: Alagoas, Roraima e Sergipe. Nesses locais, a alta atinge predominantemente crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a circulação do metapneumovírus está associada a essa elevação. Em Roraima, ainda não há registros suficientes para precisar o vírus causador.
Outros cinco estados — Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — estão em patamares de alerta, risco ou alto risco, porém sem perspectiva de aumento no longo prazo. Entre as capitais, cinco se encontram sob níveis de atenção ou risco: Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória.
Recomendações e vacinação
Com base nos dados coletados, os pesquisadores da Fiocruz orientam que pessoas pertencentes a grupos prioritários verifiquem a situação de suas doses contra a covid-19. O boletim também destaca que gestantes devem buscar a vacinação contra o vírus sincicial respiratório.
Com informações da Agência Brasil e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Imagem gerada por inteligência artificial.
Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz
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