O estado de São Paulo atingiu a marca de 40 diagnósticos confirmados de sarampo ao longo do ano, após a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrar novas notificações da doença. A maioria das ocorrências se concentra na capital paulista, onde residem os três últimos pacientes identificados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP): dois jovens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano de idade.
Os dados epidemiológicos revelam uma vulnerabilidade direta na proteção imunológica da população atingida. Do total de 40 pessoas infectadas em território paulista, 30 não possuíam histórico vacinal registrado ou estavam com o esquema de imunização incompleto contra o vírus.
Geograficamente, a capital paulista responde por 90% de todos os registros no estado, somando 36 ocorrências. Os demais casos foram identificados na região metropolitana: dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.
Monitoramento das transmissões e imunização no SUS
De acordo com os órgãos de saúde, os diagnósticos recentes permanecem vinculados a cadeias de transmissão que vinham sendo rastreadas pelas equipes de vigilância desde junho. O trabalho conjunto entre as esferas municipal e estadual aponta para uma redução no ritmo de contágio, com previsão de encerramento iminente de cadeias de transmissão ativas em municípios como Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A vacinação permanece como a principal barreira contra a circulação do sarampo, além de resguardar contra caxumba e rubéola por meio da vacina tríplice viral. O imunizante é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas.
As diretrizes vacinais vigentes preveem os seguintes esquemas:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses de vida.
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.
- Adultos de 30 a 59 anos: ao menos uma dose comprovada em caderneta.
- Trabalhadores da saúde: duas doses registradas, independentemente da idade.
Há ainda a recomendação da chamada “dose zero” para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, bem como para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com casos confirmados ou suspeitos. Essa aplicação antecipada não invalida a necessidade do calendário regular, mantendo-se obrigatórias as doses aos 12 e 15 meses.
Com informações da Agência Brasil (reportagem de Matheus Crobelatti, sob supervisão de Odair Braz Junior).
Imagem gerada por inteligência artificial.
São Paulo tem três novos casos de sarampo; total chega a 40 este ano
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