A rotina universitária frequentemente impõe exigências que desorganizam a divisão do tempo entre estudos, descanso, convivência social e autocuidado. Uma pesquisa conduzida pelos pesquisadores Fatıma Zehra Turan, Merve Kaşikçi e Onur Altuntaş analisou como o estresse e as formas de lidar com as pressões cotidianas afetam diretamente o equilíbrio ocupacional de estudantes do ensino superior.
O estudo transversal avaliou 170 estudantes universitários com idades entre 18 e 25 anos. Para mapear as variáveis do cotidiano acadêmico, os pesquisadores aplicaram instrumentos padronizados: o Questionário de Equilíbrio Ocupacional (OBQ11-T), a Escala de Estresse Percebido (PSS-14), o Inventário Revisado de Estresse na Vida Estudantil (SSI-R) e a Escala Revisada de Avaliação de Atitudes de Enfrentamento (COPE-R).
Relação entre estresse e equilíbrio na rotina
Os dados demonstraram uma correlação negativa expressiva entre o equilíbrio ocupacional e o nível de estresse percebido (r = -0,55; p < 0,001), assim como em relação às pontuações gerais do inventário de estresse na vida acadêmica. Na prática, quanto maiores as cargas de estresse relatadas pelos participantes, menor foi a percepção de equilíbrio entre as diferentes ocupações do dia a dia.
A análise também identificou a influência das atitudes adotadas para lidar com os problemas. Estratégias adaptativas, como a busca ativa por soluções e atitudes de autoajuda, apresentaram correlação positiva com uma rotina ocupacional mais equilibrada. Por outro lado, comportamentos classificados como desadaptativos, a exemplo da esquiva e da autopunição, associaram-se a níveis inferiores de equilíbrio.
No modelo de regressão linear adotado pelos autores, o estresse percebido configurou-se como o preditor mais forte para o descompasso ocupacional. Junto a fatores socioeconômicos e a estratégias específicas de enfrentamento, essa variável explicou 54% da variação observada no equilíbrio ocupacional dos jovens avaliados.
Perspectivas para intervenções no ambiente universitário
Os autores concluem que reduzir os índices de sobrecarga e estimular estratégias ativas de enfrentamento são passos essenciais para que os universitários sustentem um cotidiano equilibrado. Diante dos achados, o estudo sugere intervenções de terapia ocupacional voltadas ao gerenciamento do estilo de vida e ao alívio do estresse, com foco na melhora do desempenho acadêmico e na qualidade de vida dessa população.
Créditos da pesquisa original:
Autores: Fatıma Zehra Turan, Merve Kaşikçi e Onur Altuntaş.
Estudo: The relationship between occupational balance, perceived stress, and coping attitudes among university students.
Imagem gerada por inteligência artificial.
The relationship between occupational balance, perceived stress, and coping attitudes among university students
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