A vivência e os desafios enfrentados pela população idosa negra em territórios periféricos foram tema de uma iniciativa desenvolvida em uma Associação de Idosos em Ceilândia, no Distrito Federal. A ação utilizou metodologias da terapia ocupacional social para colocar em pauta questões raciais que, historicamente, tinham pouco espaço de aprofundamento na instituição comunitária.
Espaço de escuta e valorização da negritude
A intervenção foi estruturada a partir de Oficinas de Atividades, Dinâmicas e Projetos, proporcionando aos participantes um ambiente acolhedor para compartilhar histórias de vida. O objetivo central consistiu em compreender como o recorte racial e o território influenciam diretamente a trajetória dessas pessoas na velhice.
Ao longo dos encontros, a reflexão sobre a identidade e a negritude permitiu que os integrantes assumissem o papel de protagonistas de suas próprias narrativas, trazendo à tona memórias e inquietações sobre os obstáculos do envelhecer nas periferias urbanas.
Impacto na comunidade e na prática profissional
A abordagem evidenciou a relevância de debater as particularidades do envelhecimento da população negra. As trocas coletivas supriram uma lacuna existente na rotina da associação, onde questões étnico-raciais raramente eram tratadas com profundidade.
Além de abrir canais de diálogo essenciais para o reconhecimento dos direitos dessa população, a iniciativa fortaleceu a atuação da terapia ocupacional social como ferramenta essencial para promover reflexão, acolhimento e valorização social em contextos periféricos.
Imagem gerada por inteligência artificial.
As vivências de pessoas idosas negras em contextos periféricos: contribuições da Terapia Ocupacional Social
Acessar publicação original →